Sábado, 4 de Julho de 2009

MÍDIA POLÍTICA - FOLHA DE SÃO PAULO EVITAR VINCULAR PSDB Á ALSTOM

Parabéns Folha de S.Paulo! Hoje o jornal atingiu a perfeição em matéria de apoio velado aos tucanos, escamotear informação a seus leitores e esconder ao máximo uma notícia que atinge em cheio políticos do PSDB, entre os quais as principais figuras do partido em São Paulo e no país, como os governadores José Serra, Geraldo Alckmin e o fundador e figura máxima da legenda, o falecido Mário Covas.

Em reportagem com o título "Suíça bloqueia outra conta na investigação do caso Alstom", a FSP noticia o bloqueio de conta naquele país atribuída ao banqueiro aposentado francês Jean Marie Lannelongu - morador no Brasil desde 1980 - por suspeita de que ele ajudou a montar um contrato entre a Eletropaulo e a multinacional que lhe teria feito o pagamento de comissões que configuram propina.

Segundo o jornal, como representante do banco Societé Générale no Brasil, Lannelongu ajudou a montar contrato pelo qual a multi franco-suíça pagou a Eletropaulo R$ 110 milhões em 2001 - corrigidos pelo IGPM-FGV, hoje seriam R$ 221 milhões - para a modernização do sistema de energia do Estado e a construção de subestações em dois bairros paulistanos, Aclimação e Cambuci, no Centro. O contrato já foi firmado como um aditivo a outro que vinha de 1990.

Como poupar o tucanato

Palácio dos BandeirantesEm nenhum momento a notícia registra que em 1990 algumas das principais figuras de hoje do tucanato já estavam no governo (então no PMDB), e nem que em 2001 a gestão já era do PSDB, tendo à frente o governador Mário Covas. Tampouco lembra que a multinacional é acusada de pagar milhões em propina a políticos do PSDB e a integrantes do governo de São Paulo, em troca de contratos com estatais, num esquema que viria dos anos 90, passando pelos governos Alckmin e Covas, chegando até ao de José Serra.

O assunto só aparece na notícia uma única vez, em dois parágrafos, quando o jornal lembra que "na semana passada, a Folha revelou que o Ministério Público da Suíça bloqueara uma conta atribuída a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Marinho é suspeito de ter recebido propina da Alstom para ajudar a empresa a fechar o negócio com a Eletropaulo. Ele ocupou o segundo cargo mais importante no governo de Mário Covas (PSDB): Marinho foi chefe da Casa Civil entre março de 1995 e abril de 1997. O conselheiro do TCE paulista nega ter conta na Suíça ou em outro país."

Nada de PSDB, nem de que o partido governa o Estado há 16 anos no título, nem nos destaques de chamada para a matéria. Já se fosse algo do gênero acontecido em um governo do PT... Veja que na reportagem da Folha de S.Paulo, salvo esse trecho mencionado, não tem o governo, o partido, o nome do governador - nada que os vincule à Alstom. É uma matéria típica de nossa grande imprensa quando se trata de notícia desfavorável à oposição.

Por Zd

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

É CERTO VEICULAR NOTÍCIA SEM CHECAR SUA VERACIDADE?

Não lembro mais qual o programa de televisão que assisti algo que a primeira vista parece simples mas que enseja preocupação e reflexão.
Foi veiculado por dezenas de jornais impressos e eletrônicos do mundo todo que uma determinada senhora teria escapado do acidente do vôo AF447 da Air France, por ter na última hora trocado a reserva e dias depois teria morrido em um acidente de carro, fato que por si só cria um sensacionalismo que atiça a curiosidade e faz com estes jornais vendam notícias.

A senhora que diziam ter escapado do vôo 447, realmente morreu em um acidente de carro, mas o próprio viúvo disse ser uma grande mentira que eles iriam pegar qualquer avião da Air France, eles compraram e reservaram com bastante antecedência lugar na companhia Ibéria.

Com o advento da internet, muitos meios ditos de comunicação, simplesmente reproduzem o que lêem em outros jornais e ai a mentira se espalha de forma grosseira e desumana.

Imaginem se o fato fosse mais sério, se tratasse da honra, da dignidade, da vida pessoal de alguém? Este já estaria com a vida totalmente prejudicada e sua reputação poderia estar destruída.

Viva a liberdade de imprensa! Mas está liberdade termina quando começa nosso sagrado direito a verdade, a preservação da honra e da dignidade.

Por Jean Pierre Besssa

Domingo, 7 de Junho de 2009

DENUNCIA - ENTENDA "UM" DOS MOTIVOS DA PARTIDARIZAÇÃO DA IMPRENSA

Quando o governo Lula começou, em janeiro de 2003, a Presidência anunciava em 500 veículos; em 2008, já eram mais de 2.600 veículos, o que representou num aumento de, aproximadamente, 520%. Ou seja, "antes", no governo FHC, o "bolo de dinheiro" da publicidade era destinado apenas aos grandes veículos nos grandes centros brasileiros. Com o novo governo, e a nova forma de governar as verbas também, essa "concentração" da publicidade foi desfeita, o governo fez uma "pulverização" por "todo" o Brasil.

Os jornalões e as TVs acostumados com as grandes e gordas fatias da publicidade se viram sem "renda" publicitária e, então, se partidarizou, em nome dos "bons tempos", passando a mandar contra e criando "crises" e mais crises para atazanar o governo Lula e "forçar" a volta aos "bons tempos" da grande imprensa brasileira.

No dia 1º/06, ouvi uma sabuja dizer que o "motivo" da popularidade do governo e do Lula era porque ele tinha "publicidade" em todo o Brasil. A bruxa esqueceu do ex-presidente dos EUA, o Bush, que também era muito popular por aqui e que eu saiba o governo dos EUA nunca fez publicidade em "todo o Brasil". É isso que a grande imprensa(?) não consegue entender - o Lula tem 80% de "aprovação pessoal" pela "pessoa" que ele é, pelo político que é e pelo governo que faz.

Se fosse por "gastos em propaganda" e pelo "empenho" da imprensa gaúcha, a governadora Yeda teria 100% de aprovação no RS.

Por Renato de la Rocha

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Da Matrix ao Self: o desafio evolucionário da mídia e das organizações

“Queremos ver exclusivamente o mundo que está desmoronando ou colocar nossas luzes no novo mundo que está nascendo? Este é o poder da mídia, que pode colocar os refletores no que lhe interessa”

Judy Rodgers, fundadora do movimento Imagens e Vozes de Esperança

Submersos pelos naufrágios noticiados da crise, estamos vivendo a dialética de uma era extraordinária, com potencial para a evolução da consciência e abrir as portas para novos estilos de vida. Mas ao mesmo tempo, a nossa capacidade de imaginar um futuro desejado tem sido cada vez mais precária. Nesse momento de incertezas e descrença, é fundamental que a mídia mude os filtros com que normalmente se propõe a traduzir a realidade, dramaticamente revelada de forma distorcida e negativa. Esse artigo se propõe, através de uma pequena coleção de pensamentos, a despertar as organizações em seu potencial criativo para o seu papel transformador como pólos de uma nova consciência que conduza a coletividade ao desenvolvimento sustentável. Do universo das realidades distorcidas e do faz-de-conta que aqui denomino de Matrix a convocação é ingressar na travessia transformadora que leve ao paraíso reunificador do Self, a referência original da nossa essência criativa e regeneradora.

Introdução

Chegamos a um novo estágio da evolução social, espiritual e cultural. Diferente dos estágios anteriores, porque as mudanças vinham de vilarejos, de tribos nômades, de cavernas. Estamos saindo de sociedades industriais indo para um processo de interconexão, com base em sistemas de informação sociais, econômicos e culturais que permeiam o planeta.

O caminho dessa evolução não é suave: dói como um parto. [1] Como diz Barbara Max Hubbard, estamos parindo um novo mundo ou até podemos nos sentir vivendo num mundo novo em gestação, referindo-se à visão de Rose Marie Muraro[2]. A era da globalização está trazendo grandes transformações, como a que Ervin Laszlo chama de macro transição [3], resultado de uma nova consciência dos membros do sistema. A era contemporânea está chegando ao fim, olhando pelos injustos arredores, respirando o impoluto ar carbônico, tentando sobreviver ao caos e às vias transitadas das grandes metrópoles, assistindo ao frenesi fabricado para aliciar consumidores vorazes, podemos evidenciar que essa era não é mais sustentável.

A ética e a era da mídia

Para concretizarmos a possibilidade de um mundo mais sustentável e humano, temos que rever os valores éticos que a mídia, em seu reinado absoluto na era da informação, tem propagado, e repensar sobre as escolhas dos meios de comunicação, na difusão de hábitos, pensamentos e culturas. Para curar essa cultura repleta de doenças que transcendem a esfera social e afetam o estado físico, como a anorexia nervosa e a bulimia (provocadas pela ditadura da magreza estampada nas capas de revista), a neofilia ( manifestação compulsiva e patológica pelos novos produtos lançados pelo marketing) pelos índices crescentes de obesidade infantil, que só nos últimos 20 anos aumentou 240%, e sem falar do déficit da atenção e infostress provocados pelo excesso de carga informativa.

O momento é de grande potencial e infinitos recursos. O acesso à mídia de massa tem aumentado mais do que nunca na história. Essa expansão envolve rádios, TVs, computadores e telefones móveis, todos cada vez mais baratos, e a nova mídia broadcast, como satélites e Internet, que aumentam o acesso e a possibilidade de escolha.

Mais e mais pessoas participam ativamente daquilo que a futurista Hazel Henderson chama de " midiocracia"[4], um poder fortalecido pelo acesso aos meios de informação e ao mesmo tempo ameaçado pelo excesso de poder concentrado pelos grandes grupos. A nova ordem é abrir espaço para múltiplas vozes, promover participação em conversas públicas e desenvolver uma cidadania informada. A conversação passa a imperar nas relações comerciais. A Internet, até então voltada para resultados financeiros, passa a estar mais focada na qualidade das conversações com os mercados na micromídia. Alguns sinais dessas mudanças são a crise da mídia impressa, o advento da Web 2.0, a expansão da propaganda on-line, a revolução do You Tube, 27 milhões de blogs, os podcasts e videocasts, os wikis e o poder do boca-a-boca pela busca da transparência e da confiança.

Manifestações da sociedade já podem ser observadas como resistência a essa concentração de poder sobre a informação. Numa pesquisa realizada em 2006 com jovens pela Bloomberg em parceria com o jornal norte-americano Los Angeles Times, 28% dos adolescentes e 38% dos jovens adultos ouvidos disseram preferir se informar a partir dos canais de TV locais, que foram a fonte de notícias mais procurada por eles depois das conversas com amigos e família.

A crise da confiança

A economia atual está na berlinda, e em seu colo, estão as organizações. Depois dos grandes escândalos corporativos como os da Enron, WorldCom e Parmalat, as empresas têm se esforçado para incorporar a ética e a transparência em seu dia-a-dia. No entanto existe uma grande crise de confiança. O público confia cada vez menos nas organizações. Os clientes têm menos confiança e até mesmo os funcionários não confiam na empresa em que trabalham. Recente pesquisa realizada pela consultoria inglesa Edelmann (Barômetro da Confiança) realizarem 2006 em 11 países indica que a comunicação de igual para igual - com alguém no mesmo nível hierárquico ou companheiro de trabalho tem muito mais credibilidade do que a que vem oficialmente da empresa. De 22% em 2003 a 68% em 2006 a proporção daqueles que dizem que acreditam muito mais no seu colega do que na comunicação que vem da empresa. Será o mundo real aquele que os murais de avisos e publicações institucionais estão querendo mostrar? Sair da Matrix dos números manipulados, das notícias maquiadas, das pílulas douradas pode representar uma ação corretiva imediata para o resgate da reputação institucional. Entrar no Self da consciência ambiental, da responsabilidade social, da valorização da vida, é o chamado para as organizações que se propõem a ser sustentáveis e a trabalhar para a sustentabilidade do Planeta.

O espelho embaçado

Um dos mais importantes físicos modernos, Oppenheimer, já revelou que não vivemos num mundo real; vivemos num mundo que nós criamos. A mídia cria realidades que nos afetam o tempo todo e até confina a realidade em si mesma

Nessa macro transição planetária, há uma pergunta que habita no inconsciente coletivo que não quer se calar: estamos vivendo num mundo virtual ou num mundo real? Entrando no roteiro futurista da trilogia do cinema, mergulhamos na Matrix midiática da qual não conseguimos sair. É como se estivéssemos nos olhando num espelho embaçado, nos alimentando pelo reverso de uma cultura destrutiva, através de imagens distorcidas.

A cobertura das notícias é também distorcida. Uma pesquisa realizada em 1998 pelo ILANUD, órgão da ONU que estuda a prevenção dos delitos e o tratamento da delinquência, intitulada “Crime e TV”, acompanhou durante uma semana a programação de 27 telejornais exibidos pelas emissoras de canal aberto existentes no país. “Percebeu-se uma distorção gritante entre a ocorrência na realidade e a freqüência na divulgação pela mídia”, afirmou Karyna Sposato, responsável na época, pela organização no Brasil. Por exemplo, enquanto os crimes de homicídio ocuparam 59% das notícias veiculadas, sua real incidência no mesmo período foi de 1,7%. Podemos constatar que esta distorção tem sido o padrão da mídia brasileira

O filme Matrix em sua trilogia premiada, propõe que o mundo em que vivemos e que chamamos de realidade é na verdade um pesadelo coletivo, um mundo ilusório criado e mantido por computadores. E assim estamos: sendo tragados pela Matrix da mídia e vivendo um pesadelo coletivo, desprovidos de sonhos, utopias, sem a imaginação, essa que se perdeu. Para reencantar nossas realidades e restaurar o mundo em que vivemos, é urgente que enriqueçamos nossa linguagem deficitária[5], que se produzam conteúdos construtivos e que se oxigenem o imaginário coletivo para que a sociedade desembace o seu espelho, caminhe na direção da luz e floresça.[6]

A escolha de optar pelas luzes, pelas soluções e pelas possibilidades futuras poderá transformar a mídia em seu propósito de criar uma nova civilização e despertar cada ser humano para o sentido maior de sua existência: entrar em contato com a própria vida.

O que se vê e se lê na mídia não é o que dá vida. Uma vez que a vida se reinstale nos meios de comunicação em seu poder de criar e regenerar nossa fé e capacidade de sonhar, as sociedades passarão a idealizar um futuro melhor e serão capazes de projetar o amanhã para superar crises (que são muitas e sempre existirão), guerras, epidemias e revoluções. A mídia poderá adotar um olhar prospectivo em vez de retrospectivo. Poderá acender o farol de milha, com cenários alternativos, caminhos múltiplos, tendências e projeções que alertam e mobilizam, em vez de só olhar pelo retrovisor, com perspectivas informativas que se restringem ao cristalizado fato, a tudo o que já foi e não pode mais mudar o rumo da história.

Podemos aprender com a biologia, que revela pela ciência o comportamento das culturas. Diz o princípio heliotrópico que as plantas crescem em direção da luz do sol. Assim como as culturas florescem na direção da esperança. É urgente que a sociedade entre em contato com as possibilidades e veja refletidas no espelho imagens vívidas de seu próprio potencial criativo.

O deficit do discurso

As relações humanas sustentam a vida nas organizações e as fazem florescer. Nesse contexto relacional, a linguagem estabelece os padrões da cultura organizacional. Nessa perspectiva que traz a soberania da linguagem construtiva é preciso observar o que prevalece no vocabulário: se são palavras e conceitos que constroem ou destroem o potencial criativo. Em seu livro Appreciative Inquiry: An Emerging Direction for Organization Development, o consultor norteamericano David Cooperrider, autor do método apreciativo, que privilegia as possibilidades em lugar da solução de problemas, propõe que sejam criados vocabulários portadores de esperança, teorias, evidências e ilustrações que traga às organizações novas imagens orientadoras de possibilidades. A visão de Cooperrider é a de que um discurso de esperança é ingrediente essencial na transformação organizacional porque ele leva à ação criativa. O desenvolvimento sustentável só será possível através da consciência cósmica coletiva de uma civilização mobilizada pela esperança e pelo imaginário construtivo. Colocar desenvolvimento sustentável na pauta das estratégias é conceber a capacidade de um superávit de possibilidades.

Entrando em contato com a mídia interior

Nessa jornada em busca do contato com a mídia interior, faz-se necessária a passagem da Matrix, fragmentada e pulverizada por realidades confinadas e distorcidas, para o Self, o principal arquétipo estudado por Jung, que é a nossa essência, o centro de nossa personalidade. Dele emana todo o potencial energético de que a psique dispõe. É o ordenador dos processos psíquicos. Integra e equilibra todos os aspectos do inconsciente, devendo proporcionar, em situações normais, unidade e estabilidade à personalidade humana.

Para a regeneração vital dos sistemas midiáticos e dos conteúdos, é preciso que os comunicadores e gestores entrem em contato com a sua mídia interior, prática amplamente difundida pela rede de transformação social Imagens e Vozes de Esperança, criada pela Organização Brahma Kumaris, dedicada à cultura de paz por todos os continentes.[7] Refletir sobre o seu propósito no mundo e localizar-se com clareza em seu momento histórico poderá trazer um novo significado aos profissionais de comunicação que hoje vivem dias de inquietante incerteza com relação ao real propósito do que fazem e às supostas ameaças das novas tecnologias que estão desconstruindo os velhos paradigmas na relação agente-receptor de informação.

No âmbito das organizações, criar usinas criativas e espaços de aprendizagem que favoreçam o livre pensar e fertilizem a imaginação para que indivíduos se reúnam em torno de idéias e compartilhem visões de futuro. Promover o contato com a mídia interior e a espiritualidade coletiva fará oxigenar os sistemas de aprendizagem e gerar insights reveladores. Conectar as pessoas criativamente com as vidas de outras pessoas, colocando-as a serviço do mundo poderá lhes trazer mais significado e entusiasmo ao que fazem no dia-a-dia.

Fiquemos a ver navios

Uma história incrível, que acredito ser verdadeira, conta que quando os índios americanos nas ilhas caribenhas viram as naus de Colombo se aproximarem, na verdade eles não conseguiam ver nada, pois não eram parecidas com nada que tivessem visto antes. Quando Colombo chegou no Caribe, nenhum nativo conseguia enxergar os navios, mesmo estando eles no horizonte. A razão de não verem os navios era porque não tinham conhecimento daquela realidade em seu universo cognitivo. Seus cérebros não tinham experiência de que os navios existiam.

O shamã começa a notar ondulações no Oceano. Mesmo não vendo os navios, imagina o que está causando aquilo. Então ele começa a olhar todos os dias e depois de um certo tempo, ele consegue ver os navios. E quando ele enxerga os navios, conta para todos que existem navios lá. Como todos confiavam e acreditavam nele, também conseguem enxergar.

Precisamos reaprender a ver navios e para isso valorizar o que acontece dentro de nós. Fomos condicionados a crer que o mundo externo é mais real que o interno. Na ciência moderna é justamente o contrário. Ela diz que o que acontece dentro de nós é que vai criar o que acontece fora. E é o que vai fazer ver coisas que a gente nunca viu.

Para resgatarmos os valores éticos e incorporá-los aos sistemas da mídia, precisamos urgentemente ver navios e entrar em contato com a nossa mídia interior. O que acontece dentro de nós é o que vai acontecer lá fora, na mídia exterior.

O neo-renascentismo da mídia

Somos e seremos cada vez mais co-criadores de uma nova mídia. A criatividade coletiva, livre e solta está por toda a parte. Nunca foi tão fácil criar.

Segundo estudo realizado pela IBM em 2006, perto de 70% do universo digital será gerado por indivíduos em 2010.

Em meio ao fenômeno do ‘jornalismo cidadão’ na internet, os veículos tradicionais de mídia em diversas partes do mundo estão descobrindo que os leitores podem ser muito mais que espectadores das notícias.
BBC, CNN, Estadão, O Globo e Lance! são alguns dos veículos que abriram canais virtuais para receber fotos ou textos noticiosos dos cidadãos. As agências de notícia Reuters e Associated Press se associaram a sites de ‘jornalismo cidadão’ para distribuir fotos amadoras à imprensa do mundo todo. Até o jornal The New York Times, considerado o mais influente do planeta, passou a publicar em seu site vídeos enviados por leitores.

O advento de iniciativas como a plataforma multimídia Mercado Ético [8] da qual fiz parte como conteudista e diretora até o ano passado e que se propõe a inspirar a sociedade a adotar práticas sustentáveis de vida, só amplia o universo de possibilidades de uma acelerada mudança positiva.

A coerência como indicador do futuro

A ruptura entre o que se diz e o que se faz permeia a sociedade, a família, a escola, a organização. A passagem da Matrix para o Self pode representar ao ambiente de trabalho uma jornada de impressionante valor um ajuste de realidades e a resgate da confiança. Em nosso confinamento de possibilidades, somos normalmente tragados pela matrix do faz-de-conta: fazemos de conta que queremos, fazemos de conta que aprendemos, fazemos de conta que acreditamos. Quando esse ciclo de ilusões se romper, certamente a irracionalidade virá à tona e dará lugar a um novo padrão de relacionamentos, em que o Self passe a ser a morada peremptória da geração de valores humanos, sociais e ambientais. Será preciso adotar nos sistemas de avaliação de comportamento e desempenho, além de demonstrar nos relatórios de sustentabilidade, índices de coerência que servirão de certificação para a legitimidade do discurso.

Considerações Finais

As escolhas que fizemos no passado nos conduziram a esse mundo em desconstrução, que hoje pede ação coletiva e criativa para que se restaurem os sistemas básicos de sobrevivência e se resgatem os valores universais.

Ainda temos algum tempo de fazer novas escolhas, desde que os sistemas midiáticos extra ou intra organizações possam ajudar na criação de um universo imaginário que reúna um conjunto de possibilidades e caminhos. Campanhas publicitárias, programação de TV, reportagens em jornais e revistas,

A ética soberana de uma nova mídia que desperte para uma nova consciência que promova o desenvolvimento sustentável poderá criar a cultura da esperança, combustível que aciona o motor do futuro e que nos fará resgatar aquilo que o frenesi do sistema tecno-produtivo nos roubou: nossa capacidade de sonhar e imaginar um mundo habitável e acolhedor a toda a civilização planetária.

Peter Drucker chamava esta nova era de economia imagética da sociedade pós-capitalista, na qual o centro de gravidade da cultura não é mais o capital ou o trabalho mas o conhecimento, as idéias e a inovação.

O grande teste para a nossa civilização é saber se vamos ser capazes de mudar o rumo da história através de um novo imaginário coletivo. Para mudar o que temos que mudar, teremos que reinventar repertório de anseios e expectativas como seres espirituais e imagéticos que somos, nos relacionando com novas realidades, além do tempo e espaço.

Diante desse decisivo desafio evolucionário, conseguiremos sair da Matrix e nos reencontrar no Self de uma nova unidade cósmica para criar um futuro sustentável?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HENDERSON, Hazel. 1998 - Construindo um mundo onde todos ganhem. Editora Pensamento-Cultrix

HENDERSON, Hazel. São Paulo_1997 - Transcendendo a Economia. Editora Pensamento-Cultrix, São Paulo

ABURDENE, Patricia. 2006 - Megatrends 2010 - O poder do capitalismo responsável. Editora Campus, São Paulo

DAVIS, Melinda. 2002 - A nova cultura do desejo - 5 estratégias novas e radicais para mudar seus negócios e sua vida. Editora Record, São Paulo

SHIFT MAGAZINE - At the frontiers of conciousness -Special Issue: Conciousness and the Media, March-May 2004 - IONS Institute of Noetic Sciences, EUA

COOPERRIDER, David. 2006 - Investigação Apreciativa. Editora Quality Mark, São Paulo

NOTAS

[1] Essa é uma imagem criada pela futurista Barbara Max Hubbard em seu livro “Conscious Evolution”, ainda não publicado no Brasil

[2] Em seu livro Mundo novo em Gestação, Rose Marie Muraro nos alerta que estamos num raro momento histórico, num novo ponto de mutação da nossa espécie

[3] A visão de futuro de Ervin Laszlo traz na macro transição a urgência de uma mudança de rota através da evolução da consciência. Vide livro Macrotransição: o desafio para o terceiro milênio

[4] Hazel Henderson, conhecida pela sua visão evolutiva da economia, cunhou o termo “midiocracia” em sua vasta obra, em destaque nos livros “Trascendendo a Economia” e “Construindo um mundo onde todos ganhem”, ambos publicados no Brasil pela Editora Cultrix.

[5] David Cooperrider, um dos mais reconhecidos pensadores do mundo organizacional da atualidade criou o método apreciativo que contempla o que é positivo no lugar do que é deficitário; valoriza a importância da linguagem regeneradora e seu potencial de construir o futuro, propondo a revisão da linguagem deficitária que norteia os sistemas da mídia e das empresas

[6] Fred Polak ao publicar sua obra reveladora A Imagem do Futuro em 1952 descreve a sociedade pós-guerra envolvida pelo medo e faz uma leitura da história da humanidade que teve seus pontos de ascendência e decadência através das imagens de futuro

[7] O IVE Imagens e Vozes de Esperança www.ive.org.br nasceu nos EUA em 1999 e foi resultado de uma idéia lançada pela jornalista norte-americana Judy Rodgers, com o propósito de alertar e inspirar os comunicadores para o seu papel de agentes de transformação com o poder que têm na construção e disseminação de imagens e mensagens. Nasceu como iniciativa da organização de educação para a paz Brahma Kumaris

[8] Mercado Ético é uma plataforma multimídia que integra Internet, WEBTV, rádio, mídia impressa e TV por assinatura, versão brasileira de Ethical Markets, série de TV criada por Hazel Henderson, presente em vários países. O portal http://www.mercadoetico.com.br/ integra todas as mídias e dissemina o conceito da sustentabilidade.

Por Rosa Alegria, futurista, pesquisadora de tendências, comunicóloga e ativista de midia. É diretora de Conteúdo do Mercado Ético.

Sábado, 23 de Maio de 2009

Políticas de comunicação - Expansão da Internet assusta radiodifusores

Desde a abertura do 25º Congresso Nacional de Radiodifusão, na última terça-feira, 19, o assunto mais persistente nos debates tem sido o avanço da Internet e seu potencial predatório da radiodifusão. Nesta quarta-feira, 21, uma das últimas reuniões realizadas no encontro promovido pela Abert revelou o tamanho do temor dos radiodifusores de que as novas mídias invadam seu espaço no mercado. A oficina inicialmente prevista para discutir o PL 29/2007, que cria novas regras para a TV por assinatura e para o audiovisual, e seus impactos na radiodifusão, transformou-se em um fórum de queixas de diversos representantes de emissoras, que se mostraram assustados com a rapidez com que a Internet tem ocupado espaços de divulgação de conteúdos.

"Tem uma tempestade em curso e já começou a pingar. Vem ai uma tempestade de tecnologia e pessoas mais ansiosas e apressadas já pensam: 'Vou vender minha rádio', 'Vou vender minha TV', 'Não vou migrar pra TV digital porque a banda larga vai acabar comigo'. Não dá para a gente desistir e pensar que vamos nos molhar e já perdemos", afirmou o vice-presidente de Relações Institucionais das Organizações Globo e consultor da Abert, Evandro Guimarães, tentando acalmar os ânimos dos participantes. Mas mesmo com a intervenção do executivo, diversos representantes de emissoras, principalmente retransmissoras do Nordeste, não se contiveram e apresentaram aos deputados Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE) e Júlio Semeghini (PSDB/SP) suas preocupações. "Essa tempestade já chegou para as empresas menores", queixou-se uma representante de retransmissora.

Inevitável

Em suas apresentações, Lustosa e Semeghini, a seu modo, falaram da inevitabilidade do avanço da Internet e defenderam a urgência de uma reforma na regulação na oferta de conteúdo, que pode ser atendida pelo PL 29 em parte. Lustosa incentivou os radiodifusores a apoiarem a reforma, argumentando que a manutenção das regras em vigor não impedirá o avanço da Internet. "O novo campo de jogo é de grandes incertezas. E a tendência é cada um ficar parado onde está, porque pode não estar bom, mas ao menos se sabe como está. O problema de um futuro de incertezas é que, muitas vezes, ele nos prende a uma realidade de inconveniências. É preciso aceitar que a Internet é uma realidade inexorável", avaliou o deputado.

Semeghini também criticou a postura de empresas que defendem a manutenção das regras atuais, sem qualquer revisão. "As pessoas dizem: 'Ah, Júlio, enquanto não passar o projeto (PL 29) é bom porque o setor de radiodifusão está protegido'. Eu penso absolutamente o contrário", afirmou o parlamentar. "A gente tem que imaginar a chegada de um mundo novo muito mais rápido do que vocês estão imaginando", complementou, apontado para o crescimento dos acessos de Internet, inclusive móvel.

Defesa

Esse nervosismo dos radiodifusores garantiu, ao menos, a defesa da Abert de que a veiculação de conteúdo na Internet sofra algum tipo de regulação, bandeira levantada inclusive pelo presidente da associação, Daniel Slaviero, em seu discurso de abertura do congresso. O conselheiro de relações institucionais da Abert e da ANJ, Fábio Andrade, que mediou a discussão, incluiu a necessidade de um controle de conteúdo na web como um dos itens dos quais o setor não abre mão na negociação sobre o PL 29. "A concorrência de um serviço totalmente desregulado como é a rede internacional de computadores pode ser predatória tanto para a televisão paga quanto para a TV aberta", argumentou.

Evandro Guimarães reforçou a intenção da Abert de entrar na briga para preservar a radiodifusão e criticou sutilmente o setor de telecomunicações, que classificou como de "capital intensivo e poder, às vezes, excessivo". "Tem que morrer atirando, se é que vamos morrer. Atirando, talvez a gente descubra que não é a gente que vai morrer", declarou o consultor da Abert.

PL 29

Exagerados ou não, os apelos das empresas presentes demonstraram que a ideia de regulamentar a oferta de conteúdo na Internet tem potencial para ser a nova grande polêmica no setor. A janela para que isso ocorra já está aberta no PL 29. O novo substitutivo, apresentado pelo relator Vital do Rêgo Filho (PMDB/PB) na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) inclui a veiculação de conteúdos audiovisuais pagos na web na lista de ofertas afetadas pelas regras do projeto. E, por enquanto, o futuro relator na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara, deputado Paulo Henrique Lustosa, não pretende retirar esse item do texto.

Lustosa disse que tentará enquadrar quais ofertas via Internet devem seguir a nova lei, caso aprovada, mas demonstrou preocupação com o tema. "Eu acho que qualquer tentativa de restringir a Internet vai gerar uma reação muito forte contra o projeto", afirmou. Como o assunto já vinha sendo negociado com os relatores anteriores, o deputado tem esperança de que é possível costurar um acordo para uma regulação mínima. Mas, segundo ele, a prioridade é que a tramitação continue avançando e que o texto possa ser colocado em votação ainda neste ano, com ou sem uma definição sobre a venda de conteúdos pela Internet.

Por Mariana Mazza

Sábado, 2 de Maio de 2009

Mídia quer jogar a sua falta de decoro sobre o Congresso

“Nunca houve farra de passagens”, diz o presidente da Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), assinou ato estabelecendo novas regras para as cotas de passagens aéreas a que os deputados têm direito. Pela resolução, aprovada por unanimidade pelos líderes dos partidos, cada deputado poderá usar quatro passagens (ida e volta) para viajar entre seus Estados e Brasília. Em entrevista coletiva, Temer afirmou que “nunca houve farra de passagens”. O que havia, disse, era um sistema de regras diferente. O presidente da Câmara declarou que fez solicitação de pareceres à assessoria jurídica sobre supostas irregularidades.

Até agora, com exceção de um ou outro mais descuidado ou mais afoito, como o deputado Gabeira, que enviou a filha ao Havaí por conta de sua cota de passagens, nem essa mídia que aprontou o charivari em torno da questão, conseguiu revelar nenhuma irregularidade substancial. Aliás, ela nem se preocupou com isso.

Por exemplo, em sua última edição, o carro-chefe da baderna, a revista americano-afrikaaner “Veja”, dedicou 11 páginas à questão - e mais a capa, em estilo mussoliniano: uma sutil privada com o título garrafal, “Puxe para se livrar deles”. Eles, são todos os membros do Congresso. Muito sintomático por parte de uma revista que é, sem grandes divergências a esse respeito, o esgoto da imprensa brasileira, ainda que seja uma dupla concessão chamá-la de imprensa e de brasileira.

Porém, em 11 páginas, editadas com o escândalo costumeiro, há meia dúzia de nomes, alguns que não fizeram nada de irregular e alguns poucos que, provavelmente, se excederam aqui ou ali – em geral, justamente, nomes que a mesma revista promovia há apenas duas semanas. Naturalmente, as 11 páginas são para dizer que todos os deputados – e senadores – primam pela “falta de honestidade, pudor, decoro, compostura e espírito público” (sic). Xingamentos, sem dúvida, não faltam. Prova que é bom, nenhuma.

O mesmo pode se dizer da cobertura da “Globo” - e de órgãos que entraram nessa fria seguindo os dois. Achar que o problema do Brasil é o deputado ACM Neto, corregedor da Câmara, ter levado consigo a mulher numa viagem a Paris, é coisa de débil mental. Pelo menos, o deputado levou a mulher – e a dele. Nem sempre acontece a mesma coisa nessa imprensa.

PEDRAS

Esse furdunço em cima de nada pode acabar revelando que nossos deputados são muito mais honestos do que muitos de nós pensávamos. Nesse sentido, não deixa de ter utilidade. Mas uma coisa é certa: se a “Veja” está jogando pedras nos deputados, é sinal de que os deputados devem ter razão. Juntar-se à “Veja”, nenhum homem decente pode. Seria como fazer de Jesus Cristo um discípulo de Nero.

Vejamos a “honestidade, pudor, decoro, compostura e espírito público” do Bob Civita, do grupo Abril, que publica a “Veja”. Em outubro de 2006, ele recebeu R$ 922 milhões da Telefónica de Espanha para ficar como seu “laranja” na TVA, burlando a lei, que proíbe empresas estrangeiras de possuir mais de 49% das ações de uma concessionária de TV a cabo.

A questão foi destrinchada numa sessão do Conselho Diretor da Anatel pelo conselheiro Plínio de Aguiar Júnior (V., p. ex., HP 10-14/08/2007). O escândalo TVA/Abril/Telefónica fez com que 182 deputados pedissem uma CPI para investigar os delitos, contravenções e crimes cometidos. A CPI somente não foi instalada graças aos serviços prestados (ou, talvez, à pura e simples pusilanimidade) do então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Em resumo, o grupo Abril passou o controle da TVA a uma empresa estrangeira, mas como a lei proibia o negócio, assinou um documento, comprometendo-se a votar nas assembléias de acionistas de acordo com as decisões de uma “reunião prévia” com a Telefónica. Cobrou quase R$ 1 bilhão pelo negócio e continua, até hoje, a exercer seu papel de laranja, enquanto acusa deputados por algumas passagens de avião – a que, por sinal, eles tinham direito.

COTA

Toda a cota de passagens da Câmara monta a R$ 80 milhões por ano. Com as modificações anunciadas pelo presidente da Câmara, deverão ficar em cerca de R$ 63 milhões por ano. Considerando que os parlamentares que se excederam não chegam nem a 2% da Câmara (a “Veja” não conseguiu citar mais do que isso), o leitor poderá ter uma dimensão do que vale esse escândalo. Nenhum deputado cometeu uma ilegalidade, um crime, por R$ 1 bilhão. Quem fez isso foram os donos da “Veja”.

O mesmo fez a Globo com a NET: passou a propriedade para a Telmex (hoje uma subsidiária da americana AT&T), contra a lei e ficando como “laranja” na concessionária de TV a cabo. A Telmex comprou da Globo, através da Embratel, 38,01% das ações com direito a voto da NET. E através de outra companhia, a GB, comprou mais 24,99%. Portanto, tem 63% da NET. A Globo, há muito, é mero “laranja” da Telmex na NET, com o único intuito de burlar a lei.

São esses os moralizadores da Câmara, achacando deputados que usaram meia dúzia de passagens, enquanto enchem os bolsos - e outros lugares - com alguns bilhões, ilegalmente, criminosamente.

No entanto, resta saber que campanha estúpida é essa que, além de ter como objeto uma ninharia, atinge até (aliás, principalmente) aqueles que até ontem eram seus aliados.

Quanto a isso, é mais simples do que parece, amigo leitor. Essa ralé está cada vez mais sem espaço, cada vez mais reduzida à sua própria indignidade. Não há questão importante, no momento, em que eles consigam enganar a população – vide as homenagens e comemorações em torno do ministro Joaquim Barbosa, apesar dessa imprensa tratar o lastimável Gilmar Dantas, digo, Gilmar Mendes, como se fosse um Cícero. Nem no Congresso, onde antes essa quadrilha midiática era tratada como Luís XVI antes da guilhotina, eles estão conseguindo grande coisa. E nem o Judiciário, a julgar pela reação de juízes, procuradores e promotores ao fâmulo de Dantas, essa mídia tem conseguido manipular.

Pelo contrário, em vez de fazer – isto é falsificar – a imagem dos outros, é a imagem dessa mídia que cada vez mais aparece como corrupta, golpista, inescrupulosa, venal, em suma, pútrida. A tal ponto que, ao ouvirmos tais palavras, elas soam hoje apenas como fatos, substantivos, e não como adjetivos.

Logo, berrar que todos são iguais, que todos são corruptos, venais e o escambau é o que lhes restou. Como o gambá, sua estratégia de fuga é aspergir sobre Deus e o mundo o próprio fedor. Mas isso não pode dar certo quando todos sabem quem é o gambá. Portanto, que a terra lhes seja pesada. E fria.

Por CARLOS LOPES

Domingo, 19 de Abril de 2009

Internet pôe Jornais e jornalistas na UTI - NY Times reduz editorias e gastos com "freelancersj


O jornal norte-americano New York Times vai reduzir seções editoriais e gastos com os repórteres "freelance", numa nova ronda de contenção de despesas, anunciou recentemente o seu editor-executivo num memorando.

Já na terça-feira, o jornal condensará a uma página, em substituição das habituais três, o índice das notícias.

Previsivelmente a partir de 24 de Maio, o diário vai deixar de ter na sua edição de domingo suplementos regionais de Nova Iorque, Nova Jérsia, Long Island, Westchester County e Connecticut e conter apenas uma seção editorial com notícias destes locais.

C/A

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

REFORMA MIDIÁTICA EM CURSO - JORNALISTA: QUE FORMAÇÃO?

No meu entendimento, um debate que não pode ser encerrado. Ao contrário, deve ser feito sob a luz do tipo de comunicação que queremos no nosso país e levando em conta a tradição da esquerda mundial de formar intelectuais do povo, que pelas vias tradicionais (fundamentalmente acadêmica) não tem oportunidades.

Apenas para lembrar, tanto a Lei de Imprensa, quanto a exigência do diploma foram atos do período de autoritarismo que vigeu no país. Trata-se, portanto, de uma contenda que não diz respeito aos jornalistas e veículos de comunicação, mas a toda sociedade, pois refere-se a liberdade de expressão. Cercear o propósito de uma comunicação verdadeiramente democrática e popular, não é papel da esquerda. Defender o acesso universal ao conhecimento, sim!

O jornalista é aquele que possui a capacidade de traduzir os acontecimentos relevantes em informação, respeitando os preceitos da linguagem e da escrita, estes sim, estabelecidos por regras da ortografia. Tal aprendizado pode ser adquirido na academia. Mas também pode ser adquirido na disposição e, principalmente, talento do profissional, que oferece informação e opinião de maneira plural e diversificada à sociedade.

A qualidade profissional e ética do jornalismo no país não está condicionada ao documento. Nem poderia, pois se há alguma escola que ofereça diploma de ética, deve imediatamente ser denunciada à polícia. Tampouco é possível afirmar que a ausência do certificado permite a ideologização do jornalismo. Seria afirmar que o diploma é garantia de uma imprensa neutra e imparcial, o que definitivamente não existe. Aliás, na própria academia, os professores mais sérios afiançam isso.

A limitação do exercício do jornalismo apenas para quem tem o diploma universitário do curso evita que talentos de variadas procedências possam informar a coletividade e precisa ser vista dentro do conceito de que a liberdade de expressão é uma virtude da sociedade democrática, pela qual, muitos de nós, fomos às ruas.

Não podemos e não devemos negar a importância da academia, mas não podemos acolher que só os que nela passam são capazes, qualificados, éticos. Exemplos não faltam para comprovar.

O que queremos é uma sociedade bem informada. O Brasil precisa ampliar a qualidade da comunicação, que passa obrigatoriamente pelo exercício de um jornalismo plural e diversificado, sob os mais variados matizes, enfoques, critérios de seleção, de interpretação da notícia. E não está condicionada a exigência do título, que acaba por ser uma posição excludente, corporativista e socialmente preconceituosa.

Por Sônia Corrêa

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

ABSURDO MAIOR E MENOR


Pensamentos são pessoais, existem dentro das nossas mentes, não dá para termos certeza do que se passa na cabeça do próximo, muito menos do distante. A necessidade de externarmos esses pensamentos, essas idéias, nos leva a utilizarmos ferramentas como, por exemplo, a fala. O ato de falar por si só, na maioria das vezes, não é suficiente como estratégia de convencimento.

Existem vários fatores como a análise do contexto ou a expressão corporal que, associados ao ato de falar, podem, ou não, auxiliar-nos em nossa tentativa de convencimento. Nossos atos, nossas opiniões, nossas reações, não são simplesmente absorvidos e apoiados por nossos “ouvintes”. Por trás desta concordância ou discordância, existe todo um processo que leva em consideração fatores como a experiência de vida, concepções sociais e políticas, experiências pessoais, etc. Além disso, não podemos negar a existência do pré-julgamento do emissor.

Quando temos simpatia ou respeito pelo emissor, sua opinião já ganha crédito, mas, por outro lado, esta tolerância também tem um limite, nem tudo será aceito por aquele que recebe a informação, o pensamento. O crédito acaba quando a opinião é muito absurda, vai muito contra os princípios de quem recebe a informação.

A bola da vez, a informação absurda da semana foi a de que o arcebispo de Olinda e Recife, José Cardoso Sobrinho, excomungou os médicos e uma mãe que autorizou o aborto da filha de 9 anos que havia sido estuprada pelo padrasto. Já o padrasto, responsável pelo estupro, não foi excomungado, pois, segundo o arcebispo, o aborto é um pecado mais grave que o estupro.

Com tantas polêmicas, a Igreja tende a perder cada vez mais adeptos. Desde a chuva de casos de pedofilia, praticado por padres da Igreja Católica, as pessoas deixaram de vê-la com os mesmos bons olhos de sempre.

Em seguida, mesmo com o avanço da AIDS, a Igreja demonstrou defender uma posição irredutível em relação questão do uso de preservativos. A Igreja é, definitivamente contra o uso dos preservativos. Para a instituição, a culpa do avanço da AIDS é da população que perdeu seus valores e faz sexo deliberadamente com um e com outro. Dizem isso como se antigamente não fossem realizadas orgias homéricas e festas mais promiscuas que as de hoje em dia. Para eles, só existe uma forma de resolver o problema, de dentro pra fora.

A Igreja não leva em consideração qual estratégia vai salvar mais vidas, ela prefere esmurrar a ponta da faca tentando convencer a sociedade de que esta perdeu seus valores morais, e, depois que ela reencontrar seus valores, automaticamente o problema será resolvido.

Se a Igreja está disposta a defender uma estratégia tão árdua, deve estar também disposta a ajudar os fieis a recuperar estes valores. Uma campanha “casada” que envolvesse a luta em duas frentes seria, pelo menos, uma demonstração da intenção de resolver o problema.

Em meio a este momento de luta contra o uso da camisinha e a favor do reencontro com os valores morais de uma sociedade distante do caminho do bem, a Igreja não demonstra estranheza com o caso de estupro da menina de 9 anos. Como pode? Uma instituição preocupada com a retomada dos valores morais desta sociedade “perdida”, agir de forma tão apática quando o assunto foi o estupro. Talvez seja medo de ver comentários do tipo – Quem são eles para criticar um estupro? Ainda mais depois dos casos de pedofilia infantil.

Se eu fosse a Igreja e pudesse escolher entre responder a esta simples pergunta ou ser contrário à utilização de preservativos, eu responderia à pergunta, tranquilamente.

Por Alex

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Folha de São Paulo - Um Jornal Separatista

A Folha de São Paulo está completamente perdida e atira para todos os lados.
Tanto ela quanto seus jornalistas se acham o máximo, a última bolacha do pacote, são irônicos em suas teses e comentários, que diga-se de passagem na quase totalidade infelizes.

Ontem o menestrel 'Josias de Souza' em seu blog proferiu o seguinte comentário sobre o programa de moradias á classe de baixa renda, do Governo Federal:
"Uma iniciativa que promete prover à bugrada 1 milhão de casas".

BUGRADA?


É assim que se trata a maioria da população brasileira?

É esse o tipo de tratamento dispensado pela Folha de São Paulo ao se referir ao povão do país?

Imaginem se Samuel Klein (Casas Bahia) ou Amador Aguiar (Bradesco) tivessem a FOLHA DE SÃO PAULO como fonte de inspiração e bússola para guiarem os seus negócios?

Folha de São Paulo: Cada dia mais Separatista e Excludente!

Por Paulo Nei

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Mídia Política - “Veja” continua campanha pró-Dantas

A última edição da “Veja” saiu, no final de semana passado, com mais uma matéria que busca desqualificar as provas obtidas durante a Operação Satiagraha sobre os crimes da quadrilha de Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Dantas foi condenado, em dezembro passado, a dez anos de prisão em regime fechado por corrupção ativa e tentativa de suborno a um delegado da Polícia Federal que atuou na investigação.

Segundo “Veja”, informações retiradas do computador pessoal de Protógenes Queiroz, que comandou a primeira fase da Satiagraha, revelariam que o delegado teria reunido documentos restritos da operação, que poderiam ser usados para constranger e intimidar autoridades do governo, senadores, políticos e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. A matéria também tenta implicar o juiz Fausto de Sanctis, que despachou mandato de prisão contra Dantas, além do Ministério Público.

A publicação alega ter tido acesso aos documentos de um inquérito da corregedoria da Polícia Federal, que corre sob segredo de Justiça, e apura supostos abusos do delegado Protógenes na condução da Satiagraha.

O delegado da PF rebateu as acusações da matéria, afirmando que no computador apreendido em sua residência havia apenas informações pessoais e informações de menor importância sobre a investigação policial. A Operação Satiagraha resultou, à época, na prisão de Daniel Dantas, libertado logo em seguida por habeas corpus concedido pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes.

“Nós vivíamos um período pós-operação e isso é comum: a autoridade policial guardar pequenos fragmentos para servir às próprias autoridades quando lhe é convocado a informar”, declarou Protógenes. De acordo com o delegado, ainda foram apreendidos alguns pen-drives no hotel em que ele estava com “poucos documentos e materiais referentes a atividades de inteligência vinculadas à operação”.

O delegado cobrou uma apuração sobre quem teria fornecido a “Veja” documentos de “um inquérito policial sigiloso”. “Outro ponto relevante e significativo é que todos os documentos encontrados (na apreensão) foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República”, ressaltou Protógenes.

O juiz responsável pelos processos da Satiagraha, Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, também condenou a matéria de “Veja”. “Em momento algum este magistrado foi objeto ou está sendo objeto correcional por atuar em ‘consórcio’ com esta ou aquela instituição ou parte”, diz. Segundo “Veja”, De Sanctis está sendo investigado pela corregedoria da Justiça Federal por supostas “irregularidades” na condução do caso.

O juiz classificou como “desmedida e injustificada interferência na atividade jurisdicional, não podendo dar causa a temor e terror infundados, inconseqüentes e sem precedentes, que depõem contra a busca da verdade”.

Do Hora do Povo

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Negócios, Só Negócios - É tudo mentira!

Alguns ingenuamente acreditam que a missão do jornalismo seja informar o público. O Pedro Doria anda preocupado porque a imprensa parece estar perdendo credibilidade em todo o mundo. Ora, é natural. Na realidade, o objetivo do jornalismo atual é quase exclusivamente mentir e confundir. Ou seja, justamente ENCOBRIR a verdade.

Não acreditam? Pois vejam as dezenas de notícias sobre "vândalos" ou "jovens arruaceiros" na Europa, onde jamais é mencionada a nacionalidade ou religião dos mesmos, ainda que todos saibam muito bem qual é.

Vejam o caso de Geert Wilders, que vive cercado por seguranças 24 horas por dia para não morrer, sendo acusado de ser um "fomentador do ódio" que está apenas "em busca de publicidade" (como se não houvessem modos muito mais fáceis de obter publicidade que não exigem o risco de decapitação).

Vejam Israel, que segundo os jornais jamais é atacado, mas sempre ataca, como nesta notícia recente da BBC onde a notícia de um míssil atirado contra Israel é dada asssim: "Israel responde a ataque do Líbano".

Vejam o "aquecimento global", anunciado em tons apocalípticos dia após dia, em total contradição com a realidade observável e mesmo com o crescente ceticismo da maioria dos cientistas. (Estou convencido que o tal "climate change" não passa de um esquema milionário para ganhar uma grana preta, já que - não sei se você percebeu - sempre falam nas catástrofes que ocorrerão se mais dinheiro não for investido em grupos como o "Painel Intergovernamental de Mudança Climática", que inclui famosos cientistas de "Bangladesh, Índia, Cuba e Zimbabwe" - gente, parece até scam nigeriano isto aqui!)

Vejam o pacote de Obama, um dos maiores gastos públicos de toda a história dos EUA, sendo anunciado como "o fim da mamata com o dinheiro público".

Não, amigos. O jornalismo não tem pretensão alguma de contar verdades, mas apenas de encobri-las, de propagar ideologia e crucificar todo aquele que ouse mostrar os fatos como eles são. Jornalistas de todo o mundo, envergonhai-vos.

Por Mr X

Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Um Exemplo - 'New York Post' pede desculpas por charge de chimpanzé

Charge de Sean Delonas na edição de 18 de fevereiro de 2009 do jornal 'The New York Post'.

O jornal americano The New York Post pediu desculpas aos leitores ofendidos por uma charge que algumas pessoas consideraram uma representação racista do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

O cartunista Sean Delonas fez um desenho da polícia atirando em um chimpanzé, com a frase "Vão ter de encontrar outro para escrever o pacote de estímulo (econômico)".

O jornal afirmou que o objetivo era zombar de um projeto "redigido de forma inepta".

Porém, a charge recebeu inúmeras críticas e manifestantes protestaram em frente à sede do jornal.

"Àqueles que ficaram ofendidos pela imagem, pedimos desculpas", afirmou o diário em um editorial publicado nesta sexta-feira.

'Oportunistas'

Por outro lado, o jornal também afirmou que "alguns na imprensa e na vida pública que tiveram diferenças com o Post no passado" usaram a polêmica da charge como "uma oportunidade de revidar".
Manifestantes em frente ao 'The New York Post'

"Às vezes, uma charge é apenas uma charge - até se os oportunistas tentarem transformá-la em algo diferente", conclui o editorial.

Na última terça-feira, Obama sancionou o pacote de estímulo à economia americana no valor de US$ 787 bilhões.

O jornal The New York Post tinha afirmado que a charge era uma "clara paródia a uma notícia atual, sobre o extermínio de um chimpanzé violento em Connecticut". "Ela zomba abertamente dos esforços de Washington de reavivar a economia", afirmou o editor-chefe do jornal, Col Allen.

A notícia sobre o chimpanzé de estimação morto em Stamford, Connecticut, na última segunda-feira, foi divulgada em todo o país. O animal foi morto após atacar e desfigurar uma amiga de sua dona.

Críticas

A explicação de Allen foi rejeitada por Andrew Rojecki, co-author do livro The Black Image in the White Mind ("A Imagem Negra na Mente Branca", em tradução livre).

"Os policiais estão dizendo 'Alguém vai ter de escrever o próximo pacote de estímulo'. Bom, quem escreveu o último projeto de estímulo? Foi Obama e o Partido Democrata, mas o plano é realmente associado a uma pessoa, e ela é Obama", afirmou Rojecki ao jornal Chicago Tribune.

"Como o Post permitiu que a charge fosse aprovada como uma sátira?", perguntou Barbara Ciara, presidente da Associação Nacional dos Jornalistas Negros em um comunicado.

"Comparar o primeiro chefe de Estado afro-americano com um chimpanzé é um disparate racista", acrescentou.

Americanos revoltados com a charge fizeram comentários com críticas em diversos blogs, e leitores do jornal congestionaram as linhas telefônicas com ligações reclamando da caricatura e protestaram em frente à sede do Post.

O cartunista Sean Delonas já causou polêmica em outras ocasiões, com charges que satirizavam a perna amputada da ex-mulher de Paul McCartney, Heather Mills, e desenhos que retratavam muçulmanos como terroristas.

Da BBC

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Hipocrisia escancarada - A indignação seletiva do PiG


Quando a gente diz que o PiG (Partido da Imprensa Golpista) é hipócrita e cínico e dá nó em pingo de água para tentar prejudicar o governo do PT, tem gente que reclama.

Leia então o texto abaixo do Jurandir Paulo, do blog Abundacanalha, e veja mais um exemplo de "indignação seletiva" dos jagunços do PiG.

- André

"E o mundo dos blogs continua dando olé no cartel da mídia tupiniquim. O blog Abobrinhas Psicodélicas acaba de publicar fato que ajuda a entender a parcialidade da campanha italiana pela extradição de Cesare Battisti, e de como o assunto tem que ser entendido pelo seu lado ideológico, onde nossa mídia afunda em deslavada torcida.

No ano passado a justiça italiana deu asilo político ao militar uruguaio Jorge Troccolli, envolvido em mais de uma centena de assassinatos e torturas, participante ativo da “Operação Condor”. A justiça italiana usou como base jurídica um tratado assinado entre os dois países em 1879.A mídia não pode dizer agora que nada sabia. Seus arquivos registraram a prisão, como aqui no Estadão. Apenas agora olham para o outro lado.

E viva a mídia do povo!"

Por André Lux

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

UNÂNIMIDADE NACIONAL - LIBERDADE, LIBERDADE!

A internet é a porta de entrada da redenção do jornalismo, uma atividade que – ao correr dos tempos, se tornou presa fácil de ricos, poderosos, políticos, donos de cursos de comunicação e dos eternos patrões das sociedades.

O jornalismo web não precisa andar de joelhos, dispensa patrocínio e não usa mordaça. Depende apenas do seu próprio conteúdo para ser um fator de transformações sociais.

É a mais legítima expressão da liberdade de pensamento.

Por Sérgio Siqueira - Jornalista